O marqueteiro morreu

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Vivemos um tsunami de pessimismo. A baixa autoestima em relação ao País e a descrença sobre nosso futuro são pautas epidêmicas. Em qualquer conversa, por mais banal que seja, quando menos se espera, encontramos um motivo para colocar a nossa bola lá embaixo. Está se tornando um hábito diário e repetitivo. Pauta segura e relevante. Repercussão garantida.

Compreensível. A coisa não está nada fácil. De certo modo, vivemos uma falência de valores e uma crise de confiança que abala a força para se dar a volta por cima na velocidade e intensidade que precisamos.

E tudo isso, claro, bate de forma diferente para cada um. Para quem, como eu, tem uma filha pequena, com toda uma vida pela frente, é inevitável que esse sentimento também aflore — “não foi isso que eu imaginei para ela”, penso repetidamente.

O fato é que, quando avaliamos do ponto de vista econômico, serão, pelos menos, dois anos bem difíceis, com baixo crescimento da economia e, por consequência, de muita austeridade e busca por eficiência. Um ano de 730 dias, é isso que temos pela frente.

Mas, dentro do realismo, procuro ser otimista. Acho que também se cresce na crise. Pelo menos, é nesses momentos que surgem lideranças capazes de fazer a diferença. E, até poderia, mas, não estou falando de política. Estou falando de marketing.

A questão é: como construir marca nesse contexto? Onde qualquer assunto é teoricamente mais superficial do que discutir o País e a busca por eficiência pauta qualquer decisão de investimento?

Para nós, que cuidamos de marcas, o primeiro passo é encarar de frente o anúncio veiculado com destaque na seção de obituários: o marqueteiro morreu.

E, não tem mistério, não precisamos esperar o último capítulo, aliás, nem temos tempo para isso. O algoz é, sua santidade, o consumidor. Um cara que está empoderado, com cada vez mais acesso à informação, produzindo conteúdo muito rápido e vivendo a era do compartilhamento.

Motivos de sobra para nem sequer imaginarmos ser possível construir marca como antes. Essa mudança de comportamento está levando à extinção do profissional de marketing e fazendo surgir, na mesma medida, um profissional, talvez, mais bem preparado, para dirigir uma marca nos tempos de hoje, em especial, tão desafiadores por aqui.
O novo profissional de marketing se deparara com um contexto no qual a lógica de distribuição é a partir das pessoas e não mais das marcas. Foi-se o tempo onde o consumo de mídia era cartesiano e previsível. Hoje, fazer “x” numa planilha de Excel não é mais suficiente. Marca e tecnologia se confundem. As pessoas são always-on e o prime-time virou definitivamente “my time”.

É muito difícil imaginar que uma pessoa, nos dias de hoje, ainda escolha uma marca somente a partir de atributos puramente racionais. A busca por identificação e propósito será cada vez mais decisiva. E, aqui, substituir o modelo autocentrado por geração de conteúdo de qualidade, construído a partir de um ponto de vista claro e sob a perspectiva das pessoas, pode fazer toda diferença.

Marcas não competem mais somente no seu segmento, competem todas entre si. Marcas não competem mais somente com marcas, disputam atenção e o coração das pessoas com tudo e com todos.

Daqui para frente o jogo mudou, o modelo antigo ruiu e o marqueteiro de sempre morreu. Mas, no lugar, seja com qual nomenclatura for — talvez, a mesma de outrora — nasce um profissional mais robusto e capaz de fazer as conexões necessárias para finalmente construirmos algo relevante que vá além do briefing/campanha e faça verdadeiramente diferença na vida das pessoas.

Eu acredito que em toda crise existe um potencial de aprendizado que faz as coisas evoluí­rem. Claro, não é fácil, mas é o principal legado que a dificuldade, seja ela da natureza que for, nos traz. Quando olho para o nosso mercado, não tenho dúvidas de que aprenderemos a operar num cenário muito mais competitivo, mais eficiente e estimulante.

Chegou a hora de separar os que somente lamentam dos que trabalham duro para passar a rebentação.

Fonte: Meio e Mensagem

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Mobile-first já era. Chegou a hora de investir na estratégia mobile-only

Lots of smartphones

Nos últimos anos, “mobile-first” tornou-se um mantra entre profissionais do digital. Mas uma abordagem focada no mobile soa mais como uma ideologia do que como padrão no design digital. Pesquisas recentes mostram que anunciantes ainda investem em mobile como um complemento para outros programas digitais. Por alguma razão, executivos ainda precisam ser convencidos a investir em iniciativas móveis que percorram toda a jornada do consumidor, e não apenas partes dela.
Embora o mobile seja chamado, com frequência, de segunda tela, a realidade é que smartphones são realmente a primeira tela entre consumidores conectados. Estão sempre ao alcance. São o primeiro lugar onde consumidores se comunicam, pesquisam e compartilham. No ano passado, plataformas móveis corresponderam a 60% do total de tempo gasto em mídia digital, aponta a ComScore.
A verdade é que o “mobile-first” deveria ser padrão para o digital. Segundo estudo recente conduzido pela Nielsen, quase metade dos consumidores acredita que o mobile é o recurso mais importante para tomar uma decisão de compra. E mais de um terço disseram que usam somente dispositivos móveis. Nesse ponto, mobile-first já não é mais suficiente. Para ser bem-sucedido, marcas e agências devem pensar além das campanhas mobile e começar a pensar no mobile como uma base completa para a próxima geração da jornada do consumidor.
Nesse exato momento, o mobile existe sem um dono para assumir a experiência do consumidor. Como resultado, estratégias mobile são focadas em um aspecto isolado do engajamento do consumidor, seja em marketing, vendas, fidelidade, etc, e em muitas instâncias específicas. Isso porque todos esses programas solitários pertencem a diferentes grupos de acionistas que podem não estar alinhados com o resto da organização. Não é incomum ver departamentos que não conversam entre si, e mais, a experiência mobile é atrapalhada pelo design e fica impossibilitada de entregar uma jornada do consumidor integrada.
Esse é um problema que precisa de solução imediata.
É praticamente impossível que consumidores ‘mobile-first’ tenham uma experiência digital em uma tela sem serem forçados, pelo design, a pular entre telas e canais para concluir uma tarefa ou objetivo.
No último ano, eu e meu colega da Altimeter estudamos como marcas estavam se aproximando da experiência mobile do consumidor para entender melhor os desafios e oportunidades dos estrategistas digitais. Starbucks, Zappos, Sephora, Intuit e outras marcas estão começando a explorar uma abordagem mobile-only, além de integrarem estratégias cross-channel com experiências omni-channel. Elas estão encarando o mobile como um canal de marketing para entregar experiências nativas para a tela do celular e também para acompanhar esses usuários ao longo de toda a jornada do consumidor.
O mobile não só está reformulando a jornada do consumidor, como transformando toda a experiência nesse processo. O como e quando consumidores estão realizando transações com marcas também estão migrando para a tela pequena – da pesquisa e compra ao serviço e suporte. O mobile agora é parte da experiência do consumidor e também está emergindo como uma plataforma de experiências.
Alguém tem que tomar a iniciativa para colocar o mobile à frente do design digital. Investir em um programa mobile apenas por obrigação já não é mais suficiente. A realidade é que o mobile se tornou primeira tela. Marcas e agências devem começar a repensar a jornada do consumidor mobile. Fazer isso é garantir a relevância entre consumidores esclarecidos que já estão se tornando mobile-first e mobile-only.
É um mundo mobile – ajuste-se de acordo.

Fonte: Proxxima

Dicas para aplicar e combinar o ciclo PDCA com outras ferramentas de gestão

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O PDCA é um método interativo de gestão de quatro passos, amplamente utilizado para implementar, controlar e melhorar processos e produtos nas organizações. É também conhecido como o círculo, ciclo, roda de Deming ou de Shewhart.
Os quatro passos, que dão origem ao nome do ciclo, são:

P (Plan) – Planejar o sistema;
D (Do) – Executar o que foi planejado;
C (Check) – Verificar se está sendo executado conforme o planejado;
A (Act) – Tomar ações para corrigir, prevenir e melhorar o que for necessário;

Conhecer o ciclo PDCA e saber o que significa cada um de seus passos, não é novidade para a maioria de nós, gestores.
A grande questão é: como fazer funcionar?! Como planejar? Como executar? Como verificar? Como agir?
Então, veja abaixo algumas dicas de como colocar o PDCA para funcionar, utilizando-o em conjunto com outras ferramentas de gestão:

Passo 1: P (Plan – Planejar) – Estabelecer os objetivos e processos necessários para entregar resultados de acordo com o projetado (objetivos e metas da organização). Para planejar o sistema de gestão de uma empresa podemos utilizar ferramentas como:

–>Análise SWOT (FOFA) – faça um levantamento dos pontos fortes (forças – strenghts) e pontos fracos (fraquezas – weaknesses), das oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) da empresa. Após o levantamento, estabeleça um plano com ações, objetivos e metas para maximizar as forças, minimizar as fraquezas e também para aproveitar as oportunidades e enfrentar as ameaças;

 –>5W2H – para cada ação do plano estabelecido na análise SWOT, desenvolva o 5W2H. Um bom planejamento deve, obrigatoriamente, responder no mínimo a essas 7 perguntas (5W + 2H): What (O que será feito?); Who (Quem vai fazer?); When (Quando será feito e qual o prazo final – dead line?); Why (Por que será feito?); Where (Onde?); How (Como será feito?) e How Much (Quanto vai custar?);

É importante que as ações traçadas neste primeiro passo estejam sempre de acordo com a missão, visão, valores e política definidos pelas empresa.
Vale ressaltar que a elaboração do organograma, da matriz de responsabilidades, dos descritivos de cargos e funções é também um ponto importante nesta etapa de planejamento do sistema.

Passo 2: D (Do – Executar) – Implementar o plano, executar o processo, fazer o produto. Nesta etapa, podemos usar as seguintes ferramentas:

–>Procedimentos Operacionais Padrões (POP) – para executar o que planejamos é preciso, acima de tudo, padronizar o que queremos que seja executado. Para isso, podemos e devemos elaborar os famosos POPs, que são descrições detalhadas de todas as operações necessárias para a realização de uma atividade, ou seja, é um roteiro padronizado para realizar uma atividade. Com a elaboração destes procedimentos, garantimos que o processo será executado sempre da mesma maneira, independente do operador;

 –>Fluxogramas – uma imagem vale mais do que mil palavras. Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo. Fazer um fluxograma é uma forma de transformar em desenho, em imagem, o que está escrito no Procedimento Operacional Padrão (POP). Os fluxogramas são bem quistos pelos operadores dos processos devido à sua simplicidade e facilidade de entendimento.

  –>Treinamentos – para garantirmos a execução conforme planejado é preciso treinar, incessante e continuamente, todas as pessoas envolvidas. É preciso garantir que todos entendem os POPs, os fluxogramas e demais documentos pertinentes.

–>Programa 5S – cuide da base. Crie uma cultura organizacional para evitar desperdícios, facilitar o aprendizado e praticar os conceitos e ferramentas da qualidade implementando 5 (cinco) sensos básicos (“5S”): Senso de Utilização, Senso de Ordenação, Senso de Limpeza, Senso de Saúde e Higiene e Senso da Autodisciplina.

• Passo 3: C (Check – Verificar) – verificar é estudar os dados, medidos e coletados no passo 2 “executar” e compará-los em relação aos resultados esperados com os objetivos e metas estabelecidos no passo 1 “planejar” na intenção de determinar quaisquer diferenças entre o real e o esperado. Para verificar o sistema da organização podemos utilizar as ferramentas abaixo:

 –>Folhas de verificação (Check Lists) – são tabelas, planilhas simples, formulários planejados para facilitar a coleta de dados, garantindo que os dados sejam coletados e registrados de forma fácil e concisa. O ideal é a própria empresa desenvolver seus próprios “check lists”, de acordo com o que se deseja medir (objetivos e metas). É importante identificar claramente o objetivo da coleta de dados, quais são os dados a serem coletados e porquê;

–>Carta controle – são gráficos usados para mostrar o desempenho de um sistema e monitorar o sistema quanto a quaisquer modificações, variações em seu desempenho. Amplamente utilizada para indicar causas especiais de variações nos processos – variações esporádicas e localizadas que têm de ser investigadas;

–>Histograma – mostra a distribuição dos dados coletados na folha de verificação através de um gráfico de barras. É uma maneira gráfica de organizar e descrever conjuntos de dados e tornar fácil a compreensão dos dados para enxergar neles tendências, médias e variações normais ou especiais no processo;

–>Gráfico de Dispersão – é um gráfico onde pontos no espaço cartesiano XY são usados para representar simultaneamente os valores de duas variáveis quantitativas, medidas em cada elemento do conjunto de dados com o objetivo de mostrar o que acontece com uma variável (x) quando a outra (y) muda, para testar possíveis relações de causas e efeitos entre as duas variáveis.

• Passo 4: A (Act – Agir) – tomar ações corretivas, preventivas e de melhoria sobre as diferenças entre os resultados reais e planejados. Analisar as diferenças para determinar suas causas. Determinar onde aplicar as mudanças que incluem a melhoria do processo ou produto. Nesta etapa, utilize ferramentas como:

  –>5 Why (Cinco Porquês) – técnica para encontrar a causa raiz de um defeito ou problema que parte da premissa que após perguntar cinco vezes o porque um problema está acontecendo, sempre relacionado a causa anterior, será determinada a causa raiz do problema ao invés da fonte de problemas. Consiste em formular a pergunta “Por quê” cinco vezes para compreender o que aconteceu. Nada impede, porém, que mais (ou menos) do que 5 perguntas sejam feitas.

  –>Ishikawa (Espinha de Peixe) – é um método utilizado para indicar, em um diagrama em forma de espinha de peixe, todas as causas possíveis para um problema específico (efeito). São elaborados para ilustrar claramente as diversas causas ou fatores que afetam um problema, separando-as em grupos por tipo de causa. Para cada efeito, provavelmente haverá diversas categorias principais de causas, por exemplo, as causas principais da variação do processo são normalmente divididas nos 8M’s: Material, Máquina, Mão de obra, Método, Meio Ambiente, Management (gerenciamento), Matéria Prima e Medição.

  –>Brainstorming (Tempestade de ideias) – é uma dinâmica em grupo que é usada como uma técnica para resolver problemas específicos, para desenvolver novas ideias ou projetos, para juntar informação e para estimular o pensamento criativo. A técnica propõe que um grupo de pessoas se reúna e utilize seus pensamentos e ideias para que possam chegar a um denominador comum, a fim de gerar ideias inovadoras que levem um determinado projeto ou ação adiante. Nenhuma ideia deve ser descartada ou julgada como errada ou absurda, todas devem estar na compilação ou anotação de ideias ocorridas no processo, para depois evoluir até a solução final.

–>Diagrama de Pareto – a análise de Pareto classifica os problemas em ordem de gravidade e pode ser visualmente demonstrada na forma de um gráfico de barras, que é denominado diagrama ou gráfico de Pareto. Este gráfico nos auxilia a: escolher um ponto de partida para a solução do problema; voltar a nossa atenção e esforços aos problemas verdadeiramente importantes; monitorar o sucesso.

Outras ferramentas, já existentes ou criadas por nós mesmos, são sempre bem vindas para garantir a continuidade do ciclo PDCA.
O que leva a organização à excelência e ao sucesso é o modo como ela arranja seu sistema produtivo.
A comunicação e a liderança eficazes são quesitos imprescindíveis para o sucesso de todos os passos citados acima. Um bom líder é aquele que sabe explicar as coisas às pessoas para fazê-las bem e prontamente.

Fonte: Administradores.com

Campanhas que usam dados ampliam fidelidade do consumidor

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A Turn, empresa de mídia programática que fornece plataformas de demand side platform (DSP, na sigla em inglês) e data management platform (DMP), acaba de realizar pesquisa, em conjunto com a Forbes Insights, que demonstra que as campanhas de marketing que se baseiam em dados têm até três vezes mais chances de fidelizar os consumidores ante as campanhas que não usam esse artifício.

O estudo – que pode ser acessado na íntegra, em inglês – foi feito com mais de 300 executivos de marketing de grandes e médias empresas do mundo todo e aponta que o marketing com base em dados é crucial para o sucesso das campanhas no contexto de uma economia global competitiva, de acordo com a experiência desses executivos ao lidarem com a mídia programática e campanhas com bases em cruzamentos de dados.

Do total de entrevistados, 74% dos executivos que usam os dados alcançam vantagens competitivas em relação a concorrentes, no engajamento e fidelização dos consumidores, enquanto apenas 24% dos executivos que não se usam os dados conseguem algum tipo de resultado. Em média, executivos que realizam o marketing orientado por dados têm seis vezes mais chance de relatar vantagens em relação aos concorrentes em termos de rentabilidade e três vezes mais chance de ter um aumento de receitas do que concorrentes que não usam insights com base em dados. E 55% dos profissionais de marketing que dirigem suas campanhas com base em dados veem um aumento de receitas, em comparação a 20% dos profissionais que não usam o recurso.

Segundo a pesquisa, os setores que m ais se beneficiam do marketing baseado em dados são o de viagens e o de varejo. Do total, 67% dos executivos de empresas de viagens afirmam ter obtido vantagem competitiva em seu setor, com maior fidelidade dos clientes, como resultado direto da utilização de dados em suas campanhas. No varejo, 55% dos executivos afirmam obter vantagens e 52% dizem que conseguem mais clientes através do marketing baseado em dados.

O estudo foi realizado em outubro do ano passado com 331 vice-presidentes, diretores, executivos de nível C e vice-presidentes seniores. As Indústrias representadas na pesquisa abrangeram os setores de tecnologia (21%), varejo (18%), telecomunicações (15%) e bens de consumo (10%). Outras indústrias incluídas foram a da publicidade, viagens, automotiva e financeira. Em relação às empresas dos executivos, 48% faturam US$ 1 bilhão ou mais em receitas anuais e 16% registrtam entre US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão de receitas.

Fonte: Proxxima

10 passos para colocar o cliente no centro do e-commerce

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Seu e-commerce já deve estar medindo os principais KPIs e sempre monitorando de perto as métricas. Tudo como mandam as “boas práticas”. O problema é que muito provavelmente você esteja deixando de medir a métrica mais importante para o futuro da sua loja virtual: a taxa de clientes que tiveram uma experiência feliz no seu e-commerce.

Quantas pessoas estão tendo uma experiência feliz com a sua loja, dia após dia? Como fazer para melhorar esse índice? Essa deve ser a preocupação constante do e-commerce. Essa é a métrica que deve nortear a otimização de todos os processos. Com isso, de uma só tacada você vai melhorar a taxa de conversão, fidelização, recompra e diversos outros aspectos da loja.

Preparamos um passo a passo para que você possa, na prática, criar o processo para colocar o cliente no centro do e-commerce.

1. Pergunte pró-ativamente a todos os clientes que compraram na sua loja sobre a experiência de compra e sobre o produto adquirido.

2. Assuma que os clientes que avaliaram a experiência de compra com notas 8, 9 ou 10, tiveram uma “experiência feliz”.

3. Entenda que essa Taxa de Experiência Feliz passará a ser o principal índice do seu e-commerce e norteará todas as suas ações futuras.

4. Ouça o feedback dos seus clientes e tome cada avaliação negativa como uma oportunidade para melhorar a taxa de experiência feliz.

5. Para cada avaliação negativa, utilize a técnica dos “5 porquês” para descobrir a raiz dos problemas que levaram àquela insatisfação do cliente. Escolha uma causa principal que precisará ser atacada e corrigida.

6. Insira essa causa principal que você detectou com os “5 porquês” em uma planilha. Para cada feedback negativo recebido, adicione 1 nova causa principal na planilha.

7. Ordene e faça uma priorização de todas essas causas que devem ser corrigidas.

8. No começo de cada mês selecione na planilha as causas mais prioritárias (de 3 a 5 no máximo) que serão sanadas naquele período.

9. Envolva e engaje todos os colaboradores do e-commerce na resolução das causas prioritárias escolhidas.

10. Comemore a melhoria contínua, mês a mês da Taxa de Experiência Feliz dos seus clientes!

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Fonte: E-commerce Guide

Multicanalidade e mobile: novos desafios do e-commerce e das tecnologias de pagamento

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Se nos últimos anos a palavra-chave para o sucesso de um e-commerce era o foco na conveniência do consumidor, nas próximas décadas muitos arriscariam dizer que o foco na multicanalidade e no omnichannel  vai ser o top of mind do varejo.

Afinal, para atender o consumidor de forma completa já não basta oferecer a venda pelo site. O consumidor vive de forma contínua e espontânea e portanto cria seu próprio fluxo de compra: seja na busca por um produto no celular, durante o atendimento online ou offline ou na hora de pagar, sua loja precisa estar lá, pronta para o que o comprador precisa.

Além de acertar em cheio o lifestyle do consumidor, o modelo de vendas omnichannel (como evolução do modelo multicanal) gera mais conversão e fideliza clientes. “Estudos mostram que consumidores omnicientes gastam quatro vezes mais que aqueles que compram por apenas um. Isso porque quando os clientes são bem atendidos se tornam fieis e voltam às compras, aumentando o ticket médio e também o market share da loja”, diz o gerente regional da América do Sul e diretor de consultoria da Hybris, Daniel Couto.  

Um bom exemplo de como a estratégia com foco neste consumidor funciona bem é o “Qantas Card”, da companhia aérea australiana Qantas. Em 2011 a companhia resolveu inovar em seu programa de milhagens e criou o Qantas Cash. O Qantas Cash é uma espécie de cartão “all-in-one” com múltiplas funções: identificador de passageiro, cartão de embarque (check-in), cartão pré-pago com bandeira da Mastercard, além de servir como armazenador de pontos. O cartão é aceito em compras na Austrália e em mais de 11 países, pode ser carregado em nove diferentes moedas e não possui nenhuma tarifa ou anuidade.

A adesão ao cartão foi tão bem-sucedida que em um ano o produto virou um negócio independente. Desde então milhões de consumidores podem contar com um dispositivo que simplifica check-ins, embarques, compras, milhas e reúne todas essas funcionalidades de modo organizado com informações acessíveis em tempo real.

Mobile: o canal preferido dos brasileiros

Em 2013 o Brasil já se posicionava como quarto país do mundo em maior número de vendas de celular, chegando a incríveis 273 milhões de aparelhos. Segundo a Harris Interactive, quase um em cada 3 buscas orgânicas do Google vêm do mobile e mais de 60% das pessoas abrem e-mail marketing via mobile.

Apesar do potencial bastante promissor, a mesma pesquisa também aponta que o receio e a falta de usabilidade no mobile ainda são obstáculos para a finalização da compra. Para 36% dos entrevistados a compra via mobile ainda é pouco praticável por questões de usabilidade e outros 16% ainda temem que ocorra algum erro durante a compra por conta do serviço de internet.

Por esses motivos vemos o seguinte cenário: o consumidor quer comprar, mas o lojista parece ainda não dispor de todos os recursos adequados para vender por este canal. Para o gerente de Mobile do Moip, Felipe Perlino, o principal desafio é justamente desenvolver ferramentas e tecnologias que satisfaçam as expectativas tanto do consumidor como do vendedor e não apenas repetir as mesmas coisas de forma diferente. “O consumidor é mobile, mas ainda não tem uma experiência completa de compra mobile. Primeiro porque não está acostumado, depois porque comprar nesse dispositivo ainda é penoso. Quase 52% das pessoas que usam mobile são frustradas quando percebem que alguma coisa que procuram não está disponível para smartphones. Quer dizer, não basta ser responsivo, tem que atender à realidade e ao timming (on the go) de quem está navegando no mobile. E mais: se você está ausente no mobile moment do seu cliente, acredite, outra empresa vai oferecer soluções mobile para ele”, diz Perlino.

No checkout, por exemplo, ainda esbarramos no velho tabu dos formulários e cadastros pouco atraentes para o cliente. Para Perlino, é preciso muito mais investimento e atenção nessa etapa. “Se você simplesmente transpõe o checkout do desktop para o mobile não vai funcionar. Por isso, para provedores destas tecnologias como o Moip, o desafio é desenvolver ferramentas 100% mobile, como pagamentos para app sem redirecionamentos (checkout transparente) e com mais segurança. A  partir do momento que o consumidor perceber que é mais fácil comprar via mobile ele não vai mais ficar tão preso ao desktop para finalizar as compras”, diz.

A questão da segurança no mobile commerce também é outro entrave para os consumidores. Para o desenvolvedor do Moip, Fernando Sousa, este, na verdade é um falso-dilema. “No caso do Moip, por exemplo, será mais seguro realizar transações via mobile, já que os pagamentos serão processados dentro do escopo do aplicativo. Assim fraudadores não conseguirão usar scripts para tentar alterar dados de cartão, por exemplo”, explica Fernando.

Apesar de todas as dificuldades, Perlino aponta as vendas offline por mobile como uma oportunidade de aumentar as vendas de micro e pequenos empreendedores e de aquecer a competitividade do mercado. “Tecnologias como as máquinas de pagamento estão tanto do lado do pequeno empreendedor, quanto das grandes corporações. Do lado do microempreendedor essas tecnologias possibilitam receber pagamentos offline, ajudam a controlar melhor o estoque e a diminuir o custo de capital de giro – uma vez que os lojistas acompanham em tempo real o que está acontecendo com seus produtos. Por outro lado, o marketplace e a plataforma que auxiliam esses microempresários a venderem na internet também conseguem expandir seus alcances, atendendo mais lojistas. No fim todos saem ganhando”, explica.

Fonte: E-commerce Brasil