Lancei minha loja virtual. E agora?

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Outro dia, lendo um artigo publicado no portal do E-commerce Brasil me senti no divã, ou melhor, em uma sessão comunitária onde todos compartilham os mesmos desafios, frustrações e perspectivas sobre os seus negócios. O autor do texto falou com propriedade sobre os meandros dos empreendimentos de e-commerce e eu, me sentindo parte desse grupo de empreendedores que batalham todos os dias para, com afinco, lograr sucesso, passei a ser perseguido pelas minhas próprias divagações: isso, exatamente, você leu a minha mente, acertou em cheio.

A ideia de ter um negócio próprio sempre me encantou, até mesmo pelo histórico de home-office oriundo da nossa primeira empresa familiar – eu amo estar em casa e perto da minha família, almoçar em casa não tem preço. Mesmo que em algumas circunstâncias eu tenha que me deslocar para algum local em função do trabalho, estar em casa me gera muita energia positiva.

Felizmente, a experiência com o nosso e-commerce, ainda que não esteja gerando “bons dividendos” por enquanto, tem me proporcionado um catatau de experiências práticas e ensinamentos que, não ouso duvidar, gerarão dividendos ainda mais gordos. Em todos os sentidos, não apenas financeiro.

Voltando à impressão que mencionei no começo desse artigo, devo confessar: o que mais chama a minha atenção em todo processo de aprendizado, não são os percalços ao longo da minha caminhada e os caminhos trilhados por proprietários de e-commerce que estão à anos-luz na minha frente. Sempre me atraiu aos olhos os históricos das medidas adotadas para a resolução das diversas disputas por esses titãs. É daí que gosto de extrair a seiva que, quem sabe um dia, poderá me ser muito útil. Como fulano resolveu tal pendenga com o fornecedor X? Porque ciclano está adotando essa forma de pagamento e não a outra em sua loja? Qual a fonte dessa informação citada por Beltrano, ela é legítima? Até que ponto? Acho que o meu apelido de perguntador metralha concedido pelo meu recentemente falecido tio-avô não seja à toa. Meu próprio cunhado, eventualmente, me diz: agora chegou a minha vez de perguntar.

Sinto que, ainda com mais relevância no e-commerce, a postura de sermos extremamente meticulosos é essencial para o sucesso. A própria fundadora da loja Amo Muito mencionou isso em uma entrevista ao portal que você pode ver aqui (dilema divulgação x expedição).  Ora, se o vetor resultante é a soma de todos os vetores, não há porque nos espantarmos com os acontecimentos. Para ver a sua loja alçando voos mais altos, estou convencido de que você terá que adotar a visão 360 graus e, se tratando de uma pequena empresa com capital limitado, você terá que se virar nos 15, que é o que fazemos.

Não pode adotar um SSL ainda? Arranje outra alternativa. Não pode pagar uma agência de geração de conteúdo? Prepare-se para você mesmo fazer o que nunca fez antes e nunca pensou que poderia fazer um dia (e com qualidade)! Essa é a realidade de muitos empreendedores donos de e-commerce e estou certo de que não são poucos. Ou você quer se ver no bolo de lojas que vem à falência passados 3 meses, conforme noticiado aqui pelo portal do E-commerce Brasil?

Deixando o terrorismo de lado (como diria meu pai: Chega de terrorismo!), você lembra do caso da loja que xingou uma cliente e de repente estava estampada em todos jornais virtuais e off-line, se tornando posteriormente “case de muitos experts”? Fiquei impressionado com a intensidade dos ataques e como tudo acabou (no site de lojas não confiáveis do Procon e com uma enxurrada de processos na justiça de clientes não atendidos). Àquela época, não sei porque bulhufas ofereci ajuda à proprietária da loja sem mesmo conhecê-la. Parece que você está vendo o Judas sendo crucificado e o sentimento de compaixão lhe domina o espírito.

De fato, seus administradores estavam completamente equivocados, mas sempre fui a favor de controlarmos o sequestro da amígdala em qualquer que seja o contexto. Enviei um e-mail para eles com um texto para que divulgassem em suas redes sociais como uma medida paliativa, sabia como as palavras poderiam ser usadas para acalmar um pouco a fúria de milhares, senão milhões de brasileiros desnorteados e possessos com aquela situação gerada.

O nível de raiva, sarcasmo, deboche que pipocava por entre aqueles seres hostis foi reduzindo gradativamente. Esse foi o meu primeiro contato com um e-commerce. E que contato, não? É disso que falo quando menciono a necessidade de aprender uns com os outros nos erros e nos acertos. Temos todos um caminho muito longo pela frente e a melhor forma de nos ajudarmos é compartilhar as nossas experiências (de vida também). O portal E-commerce Brasil é uma iniciativa incrível e creio piamente que dele podemos muito aprender.  E você? Como pode participar e o que pode acrescentar ao debate?

Fonte: E-commerce Brasil

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