7 dicas para responder comentários negativos nas redes sociais

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As redes sociais tornaram-se elemento essencial a qualquer estratégia de marketing. Afinal, elas permitem que as marcas atinjam um grande número de pessoas, construam um relacionamento com seus clientes e conquistem uma audiência engajada. Entretanto, comentários e publicações negativas em torno da marca também geram uma repercussão em escala exponencial. Quando a empresa recebe uma reclamação, é muito provável que ela tenha fundamento. Seja uma crítica ou uma simples opinião, elas representam uma oportunidade de resposta. Nesse momento, a companhia pode engajar e, se necessário, se desculpar e corrigir o erro, ou pelo menos esclarecer a questão. Confira abaixo 7 dicas de como lidar com a situação e gerenciar essas crises eventuais:

1. Sempre responda
Responder aos clientes é um dever da empresa. A conversa com a audiência nas redes sociais deve ser o mais transparente possível. A melhor solução é responder de uma forma positiva e que mostre a preocupação da marca. Por exemplo, caso alguém publique uma mensagem dizendo que odiou o produto, a companhia poderia se desculpar por não satisfazer aquele consumidor específico e reforçar que a maioria do clientes amam seus produtos ou serviços. Caso haja um fã ativo online, ele mesmo poderá combater esse cometário negativo.

Entretanto, há algumas exceções. Ataques sem motivo ou sentido, blasfêmias ou spams devem ser removidos sem direito à resposta. A audiência vai apenas se incomodar de a empresa excluir comentários e publicações se ela estiver tentando esconder algo.

2. Entre em contato com o reclamante em particular
Tanto no Twitter como no Facebook é possível contatar os seguidores por mensagens privadas. Caso não seja possível resolver a questão em particular por falta de colaboração do reclamante, a empresa deve mostrar, em uma conversa pública, que está fazendo o possível para solucionar o problema.

3.Tente resolver
As marcas devem perguntar ao reclamante se ele consideraria remover a publicação. Caso seja possível manter a conversa em particular e o problema for resolvido, provavelmente o cliente não irá se importar.

4. Considere banir ou bloquear o reclamante
Se mesmo depois de todas as tentativas listadas acima o usuário continuar causando problemas, as empresas têm todo o direito de banir ou bloquear o reclamante. Caso ele continue agressivo, utilize termos inapropriados ou insultos raciais e culturais, banir ou bloquear são as ações mais apropriadas.

5. Continue postando conteúdo de qualidade
Publicações com conteúdo educacional, informativo e inspirador são extremamente eficazes em superar elementos negativos da página. Mesmo que um cliente ou ex-funcionário publique reclamações, os posts positivos sobre a marca vão ofuscar esses problemas e fornecer uma boa imagem geral da empresa.

6. Desenvolva diretrizes de social media
Além das reclamações dos clientes, muitas empresas também precisam lidar com respostas de representantes da marca que, na verdade, não a representam tão bem. Muitas companhias possuem códigos de política e privacidade rigorosos. Diretrizes são essenciais. O que pode parecer senso comum para algumas pessoas pode ser estranho para outras. As empresas devem esclarecer suas expectativas aos funcionários que as representam.

7. Consiga ajuda adicional
Empresas que possuem uma audiência grande e ativa muitas vezes não conseguem dar conta de responder a todas as menções. Nesse caso, vale considerar a utilização de serviços como o Mention, que alerta quando alguém menciona a marca online. Seja um comentário positivo ou negativo, as companhias devem estar sempre alertas. Mas, ainda mais importante, devem engajar e ser transparentes.

Fonte: Proxxima

Quer vender mais? Invista em seus clientes.

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Existem números fundamentais para quem quer ter um negócio saudável. Em geral, esses indicadores estão relacionados com as operações do dia-a-dia e nos ajudam a detectar oportunidades e resolver problemas antes mesmo que eles aconteçam. Hoje focaremos em um deles: o Customer Lifetime Value ou CLTV.

Todo negócio possui suas métricas importantes. As mais comuns: custos, faturamento, quantidade de potenciais clientes em carteira, margem, ou seja, grandes números. Embora estes nos permitam ter uma imagem da situação de nossa empresa, não são suficientes no momento de fazer uma análise do ritmo do negócio.

O CLTV ou Customer Lifetime Value é o lucro líquido médio que obteremos de um cliente ao longo de sua relação com a nossa empresa. Por exemplo, se sabemos que um cliente em média compra nossos produtos 6 vezes no ano, por um valor de $100 a cada vez e com uma margem de 50%, o CLTV será de $300. Na tabela a seguir podemos ver com mais detalhes.

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O CLTV é importante porque nos permite entender qual é o valor real de um cliente para nossa empresa e quanto podemos investir em nossas estratégias de aquisição e relacionamento.

Suponha que executamos uma campanha de geração de demanda na qual investimos $10.000 e graças a essa campanha, obtemos 200 novos clientes. Fazendo umas contas rápidas podemos dizer que cada cliente nos custou $50. Parece muito, mas como saber se esse custo é apropriado? Aqui é onde entra em jogo o nosso CLTV.

Seguindo com o exemplo anterior, vamos adicionar esse dado à nossa análise. Se sabemos que nosso CLTV é em média $300, um custo de aquisição de $50 nos deixa um lucro líquido de $250 por cliente. Agora sim, isso parece muito melhor!

Investir tempo e recursos em desenvolver uma relação de médio a longo prazo com seus clientes é, talvez, a decisão mais inteligente que você pode tomar para seu negócio. Um modelo de relacionamento básico necessita duas coisas: dados de contato e segmentação.

Por exemplo, um cliente que compra pela primeira vez nos deixa seu e-mail e telefone. Então já temos dois dados importantes: o que comprou e um ou dois dados de contato Qual é o próximo passo? Algo tão simples como um e-mail de boas-vindas ou agradecimento pela compra se converte em uma arma de relacionamento e uma oportunidade de venda.

A relação com seus clientes, pensada a médio e longo prazo, é chave. O Customer Lifetime Value te ajudará a entender quanto valem e qual nível de investimento você poderá realizar para captá-los. Sua estratégia de relacionamento te permitirá aumentar o CLTV e maximizar a receita média por cliente. Nos próximos posts falaremos sobre como levar adiante programas de relacionamento, entender suas métricas e os canais mais eficazes.

Fonte: E-commerce Guide

Os seis maiores mitos de SEO

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As estratégias de SEO são dinâmicas se considerarmos que os algoritmos dos motores de busca passam por constantes atualizações de tempos em tempos. A título de exemplo, podemos citar o Google Panda 4.0 que foi o último “update” do buscador mais famoso do mundo, que trouxe diversas mudanças nas perspectivas dos especialistas do SEO.

Esse dinamismo cria constantemente diversas novidades e, na mesma proporção, os mitos. Sim, aquelas ideias equivocadas sobre otimização que ganham popularidade na web, mas não possuem o mínimo embasamento verídico e nem sequer foram testadas por especialistas.

Acompanhe, a seguir, 6 mitos do SEO que podem confundi-lo:

1- SEO é igual a Ranking nas redes sociais

Não é bem assim. Evidentemente, um engajamento nas redes sociais contribuirá para a construção de autoridade da marca e, em consequência, classificações elevadas de usuários sobre sua empresa na rede. Porém, existe uma enorme diferença entre correlação e causalidade.

O acúmulo de retweets e curtidas, por exemplo, não conseguirá mover seu site ou página para as primeiras colocações dos buscadores.

Ou seja: não é a publicidade nas redes sociais que irá causar as melhores posições no Google. Isso porque, o algoritmo não considera sua autoridade nesses ambientes de interação online, mas principalmente outros fatores.

2- SEO é apenas links e palavras-chave

Trata-se de um mito construído pela própria evolução do SEO, afinal, até pouco tempo, as principais estratégias para ranqueamento eram fundamentadas em construção de links e palavras-chave.

Ambos continuam sendo táticas essenciais para um bom SEO. No entanto, a otimização não é composta apenas de métodos simples e os buscadores têm relevado cada vez mais a real autoridade do seu negócio tanto em meio físico quanto virtual. Em suma, isso significa que quanto maior for o investimento em sua marca e na construção do seu negócio, melhor será a sua posição nas pesquisas.

3- SEO Técnico está morto

Os mecanismos de busca estão valorizando o conteúdo e o contexto no qual as palavras-chaves são inseridas. Sim, é fato. Mas isso não quer dizer que táticas como otimização de URLs, metas tag, redirecionamento e outras estratégias de SEO técnicos estejam “mortas”.

É extremamente importante que os especialistas compreendam as noções da parte técnica do SEO para incluí-las durante a otimização de um site, blog ou e-commerce para conseguir melhores resultados.

4- Implementei todas as estratégias. SEO finalizado

Não, não se engane. Na realidade, a otimização nunca está acabada, já que, como mencionamos logo no início, o SEO é dinâmico.

Em uma analogia simples, é como uma estrada repleta de curvas onde é necessário estar constantemente atento às mudanças, melhorando o que já foi feito e implementando novas táticas quando os algoritmos sofrem “updates”.

5- Pagar AdWords garante melhor ranqueamento

Primeiramente é fundamental lembrar que otimização não é o mesmo que links patrocinados. Enquanto a primeira é trabalhada dentro da busca orgânica – os resultados naturais advindos de pesquisas dos internautas – o segundo é um serviço de publicidade do Google que não tem nenhuma relação com o SEO.

Portanto, evidentemente, não são comparáveis. Com o AdWords sua marca será exibida como um anúncio na lista do buscador, mas não será um resultado orgânico.

6- As estratégias para mensurar resultados de SEO nunca mudam

Uma única forma de mensuração não deve existir no cenário de resultados do SEO. Toda estratégia para medir deve refletir dados consistentes, trazendo informações substanciais sobre o que deve ser ajustado, modificado ou recuperado na otimização.

Mas, para que isso seja possível, se acomodar somente em uma estratégia de mensuração não é aconselhável. Novamente, o SEO muda de tempos em tempos e isso inclui as ferramentas para análise de resultados.

O ideal é fazer estudos aprofundados – e isso inclui estatísticas e análises de comportamento dos internautas –, buscando identificar todas as variáveis do conjunto estratégico de SEO implementado.

Fonte: E-commerce Brasil

8 etapas para construir um conteúdo de sucesso

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Não existe uma fórmula mágica para que seu conteúdo de sucesso te dê o retorno esperado. O que funciona é seguir um processo lógico, organizado, que te norteia para a escolha da melhor forma de passar a mensagem.

A essência do Content Marketing é concentrar-se na criação de algo que seja realmente interessante para seu público, informando algo, entretendo e, sempre que possível, educando.

Mas, como escrever algo que prenda a atenção deste público em meio a tantas informações disponíveis?

Conheça agora 8 dicas essenciais que farão o seu conteúdo ser referência no mercado em que atua:

1) Defina o tamanho do texto

Seu texto é um post para o Facebook? Um artigo para blog? Uma noticia para site? Você, tendo a consciência do tamanho de seu texto, poderá incluir ou não mais detalhes. Se o texto for curto, o ideal é ir direto ao ponto (qual mensagem deseja transmitir). Se for longo, o processo de pesquisa para incluir mais informações é outro e a linguagem também é outra. Este é o primeiro passo.

2) Formate e estruture suas ideias

Definido o objetivo da mensagem, coloque no papel todas as ideias que tiver. Pesquise sites do assunto, busque curiosidades fora dele também, mas que atenda ao público-alvo.

Exemplo: se você é uma imobiliária que deseja informar que existem empreendimentos que necessitam de investidores, pense em quais campos este investidor está inserido:

  • O que ele gosta de fazer nas horas vagas?
  • Quais páginas nas redes sociais eles curtem?
  • Quais marcas são fieis?

A partir destas informações, pesquise campanhas relacionadas e verifique qual a linguagem, como se comunicam, quais são os assuntos abordados. Em conteúdo, é muito importante “sair da caixa” para divulgar sempre novas ideias e assuntos que fazem parte do dia a dia de seu público, não só necessariamente o que você vende.

3) Faça a rede semântica

Este é um excelente norte para qualquer texto. Se você for escrever sobre “redes sociais”, por exemplo, faça uma lista de palavras que compõe este assunto:

  • Conexão
  • Curtir
  • Compartilhar
  • Audiência
  • Acessar
  • Velocidade
  • Agilidade
  • Conteúdo
  • Interação

Pense no máximo possível de palavras que se encaixam no tema que vai escrever. Se tiver em mãos esta lista, a construção das frases ficará muito mais fácil, principalmente para as chamadas criativas.

4) Pesquisa, pesquise, pesquise…

A etapa “pesquisa” é, sem dúvida, a mais importante. É a partir dai que as ideias surgem. Para cada palavra de sua rede semântica, pesquise: campanhas realizadas, blogs que escrevem a respeito, grupos fechados sobre o assunto, imagens relacionadas. Quanto mais informação você estiver munido, melhor seu texto ficará e mais fácil será para desenvolvê-lo.

5) Parágrafos curtos

Com tanta informação disponível, se você elaborar seu texto com longos parágrafos, a possibilidade de desistência no meio de seu conteúdo de sucesso será muito maior. Estamos lidando com pessoas conectadas 24h por dia, com velocidade absurda de milhões de informações e você necessita passar sua mensagem de forma rápida e clara.

Faça parágrafos curtos, bem definidos e “limpos” – fundamental parawebwriting.

6) Linguagem simples

Principalmente quando somos experts no assunto abordado, temos tendência a incluir vocabulário técnico no conteúdo. Pensando a “grosso modo”, seu público-alvo saberá do que você está falando.

Mas, com a internet, é fato que sua mensagem chegará ainda mais além do público que está acostumado com sua empresa. Se você é uma empresa de comunicação, divulga um post “O método perfeito para fazer sua análise swot” e um seguidor ou cliente compartilha esta informação, os amigos desta pessoa, inevitavelmente, vão ver a postagem.

Óbvio que vai interessar para aquela pessoa que realmente está por dentro do assunto. Mas, se o titulo fosse: “O método perfeito para analisar o ambiente interno e externo de sua empresa” a audiência seria, com certeza, maior.

Lembre-se que o foco aqui é o digital, que tem como característica a velocidade da informação, ou seja, preferência com linguagem mais simples possível, pois a maioria dos internautas não gostam de ler textos longos e com palavras difíceis na internet. Procure focar nos sinônimos destas palavras e, principalmente, nos benefícios.

7) Você é um solucionador de problemas

O principal objetivo sempre é aniquilar um problema. Focar na dor de seu público, nos problemas que eles enfrentam durante o dia e propor soluções, é sucesso imediato. Por isso, inclua sempre em seu cronograma de conteúdo de sucesso este assunto, para todos os produtos e serviços de sua empresa.

8) Todo mundo é curioso

Trabalhe de maneira eficiente as curiosidades sobre a essência de sua empresa e sobre os costumes, preferências e hábitos de seus consumidores. Qualquer assunto, seja ele qual for, tem suas peculiaridades, histórias interessantes e desconhecidas. Conte algo instigante, envolva o leitor para que ele descubra, no final do texto, o grande objetivo da mensagem.

Como dissemos no inicio, estas 8 dicas servem para nortear a construção de seu conteúdo. Não existem regras definidas. Mas processos são sempre importantes para organizar as ideias e ajudar na estrutura de seu texto.

Fonte: Vitamina Publicitária

Lancei minha loja virtual. E agora?

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Outro dia, lendo um artigo publicado no portal do E-commerce Brasil me senti no divã, ou melhor, em uma sessão comunitária onde todos compartilham os mesmos desafios, frustrações e perspectivas sobre os seus negócios. O autor do texto falou com propriedade sobre os meandros dos empreendimentos de e-commerce e eu, me sentindo parte desse grupo de empreendedores que batalham todos os dias para, com afinco, lograr sucesso, passei a ser perseguido pelas minhas próprias divagações: isso, exatamente, você leu a minha mente, acertou em cheio.

A ideia de ter um negócio próprio sempre me encantou, até mesmo pelo histórico de home-office oriundo da nossa primeira empresa familiar – eu amo estar em casa e perto da minha família, almoçar em casa não tem preço. Mesmo que em algumas circunstâncias eu tenha que me deslocar para algum local em função do trabalho, estar em casa me gera muita energia positiva.

Felizmente, a experiência com o nosso e-commerce, ainda que não esteja gerando “bons dividendos” por enquanto, tem me proporcionado um catatau de experiências práticas e ensinamentos que, não ouso duvidar, gerarão dividendos ainda mais gordos. Em todos os sentidos, não apenas financeiro.

Voltando à impressão que mencionei no começo desse artigo, devo confessar: o que mais chama a minha atenção em todo processo de aprendizado, não são os percalços ao longo da minha caminhada e os caminhos trilhados por proprietários de e-commerce que estão à anos-luz na minha frente. Sempre me atraiu aos olhos os históricos das medidas adotadas para a resolução das diversas disputas por esses titãs. É daí que gosto de extrair a seiva que, quem sabe um dia, poderá me ser muito útil. Como fulano resolveu tal pendenga com o fornecedor X? Porque ciclano está adotando essa forma de pagamento e não a outra em sua loja? Qual a fonte dessa informação citada por Beltrano, ela é legítima? Até que ponto? Acho que o meu apelido de perguntador metralha concedido pelo meu recentemente falecido tio-avô não seja à toa. Meu próprio cunhado, eventualmente, me diz: agora chegou a minha vez de perguntar.

Sinto que, ainda com mais relevância no e-commerce, a postura de sermos extremamente meticulosos é essencial para o sucesso. A própria fundadora da loja Amo Muito mencionou isso em uma entrevista ao portal que você pode ver aqui (dilema divulgação x expedição).  Ora, se o vetor resultante é a soma de todos os vetores, não há porque nos espantarmos com os acontecimentos. Para ver a sua loja alçando voos mais altos, estou convencido de que você terá que adotar a visão 360 graus e, se tratando de uma pequena empresa com capital limitado, você terá que se virar nos 15, que é o que fazemos.

Não pode adotar um SSL ainda? Arranje outra alternativa. Não pode pagar uma agência de geração de conteúdo? Prepare-se para você mesmo fazer o que nunca fez antes e nunca pensou que poderia fazer um dia (e com qualidade)! Essa é a realidade de muitos empreendedores donos de e-commerce e estou certo de que não são poucos. Ou você quer se ver no bolo de lojas que vem à falência passados 3 meses, conforme noticiado aqui pelo portal do E-commerce Brasil?

Deixando o terrorismo de lado (como diria meu pai: Chega de terrorismo!), você lembra do caso da loja que xingou uma cliente e de repente estava estampada em todos jornais virtuais e off-line, se tornando posteriormente “case de muitos experts”? Fiquei impressionado com a intensidade dos ataques e como tudo acabou (no site de lojas não confiáveis do Procon e com uma enxurrada de processos na justiça de clientes não atendidos). Àquela época, não sei porque bulhufas ofereci ajuda à proprietária da loja sem mesmo conhecê-la. Parece que você está vendo o Judas sendo crucificado e o sentimento de compaixão lhe domina o espírito.

De fato, seus administradores estavam completamente equivocados, mas sempre fui a favor de controlarmos o sequestro da amígdala em qualquer que seja o contexto. Enviei um e-mail para eles com um texto para que divulgassem em suas redes sociais como uma medida paliativa, sabia como as palavras poderiam ser usadas para acalmar um pouco a fúria de milhares, senão milhões de brasileiros desnorteados e possessos com aquela situação gerada.

O nível de raiva, sarcasmo, deboche que pipocava por entre aqueles seres hostis foi reduzindo gradativamente. Esse foi o meu primeiro contato com um e-commerce. E que contato, não? É disso que falo quando menciono a necessidade de aprender uns com os outros nos erros e nos acertos. Temos todos um caminho muito longo pela frente e a melhor forma de nos ajudarmos é compartilhar as nossas experiências (de vida também). O portal E-commerce Brasil é uma iniciativa incrível e creio piamente que dele podemos muito aprender.  E você? Como pode participar e o que pode acrescentar ao debate?

Fonte: E-commerce Brasil

Como as pessoas interagem no Facebook enquanto veem TV

Quantas vezes você já comentou no Facebook sobre a vitória ou a derrota de seu time? Ou sobre o final de uma novela ou, mais especificamente, sobre um produto que a personagem da trama estava usando? Esses exemplos mostram o quanto as pessoas estão conectadas em nossa plataforma mesmo enquanto assistem à TV. Por isso, te mostramos um levantamento feito pela empresa de pesquisa Ipsos, que mostra a quantidade de pessoas que utiliza o que chamamos de segunda tela — seja por meio dos celulares, tablets ou laptops.
Quantas vezes você já comentou no Facebook sobre a vitória ou a derrota de seu time? Ou sobre o final de uma novela ou, mais especificamente, sobre um produto que a personagem da trama estava usando? Esses exemplos mostram o quanto as pessoas estão conectadas em nossa plataforma mesmo enquanto assistem à TV. Por isso, te mostramos um levantamento feito pela empresa de pesquisa Ipsos, que mostra a quantidade de pessoas que utiliza o que chamamos de segunda tela — seja por meio dos celulares, tablets ou laptops.
Mas como isso impacta seu negócio? Entender esse comportamento é importante para você diversificar e melhorar sua estratégia de anúncios no Facebook. “Os conteúdos vistos em um dispositivo móvel muitas vezes provocam ações em outros. Ou seja, os anúncios não devem se limitar a um único meio”, diz Gabriel Gontijo, pesquisador de audiências do Facebook para América Latina. “As pessoas sempre estão conectadas, por isso no Facebook todo horário é nobre.”
Confira o infográfico abaixo para entender esse comportamento em alguns países da América Latina.

Fonte: Facebook for Business

Brasileiro envelhece, mas marcas ignoram

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A jovialidade que sempre caracterizou a população do Brasil está com os dias contados. Em 2029, a proporção de pessoas com mais de 60 anos se sobreporá a de brasileiros que não completaram 15 anos, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Baseado no último censo, realizado em 2010, estima-se que atualmente haja 22,9 milhões de idosos — número que deve dobrar nas próximas duas décadas.

Apesar de latente, o fenômeno da longevidade ainda reflete timidamente em novidades na comunicação e no tratamento com esse público, que tem alto poder de consumo. Um dos principais players no mercado de higiene & beleza, a Procter & Gamble considera que os consumidores com mais de 60 anos são estratégicos para os negócios, mas diz que, como companhia, não olha especificamente para esse público. No ano passado, a empresa acelerou a chegada de Pantene Expert para o País ao perceber o aumento da demanda de mulheres que se queixavam das mudanças hormonais em seus cabelos, decorrentes das alterações no organismo.

A Natura também direcionou esforços para criar itens que atendessem às necessidades das consumidoras e há alguns anos comercializa Chronos para mulheres com mais de 70 e a linha VôVó, com produtos que visam estreitar o relacionamento entre as gerações.

A saúde e o envelhecimento ativo são temas sobre os quais a Danone vem se debruçando desde 2009. A divisão de nutrição especializada da empresa produz itens específicos para a alimentação do idoso. O mercado brasileiro de nutrição especializada movimenta R$ 1 bilhão por ano, de acordo com estudos feitos pela companhia. Neste primeiro trimestre, a empresa ficou com 36% dessa fatia. Outro player relevante da indústria alimentícia, a Nestlé, também mantém uma operação que busca auxiliar esse público. Em 2013, lançou o suplemento nutricional Nutren Senior, o primeiro produto da companhia destinado a suprir as necessidades das pessoas com mais de 60 anos.

“Seremos um Japão daqui a três décadas”

A tradicional pirâmide demográfica — que demonstra a dinâmica populacional humana nos países, em relação à natalidade, mortalidade, às migrações e ao envelhecimento — precisará de uma nova representação quando os idosos se tornarem maioria no País.

Por anos, o formato triangular que manteve sua base maior para representar as pessoas mais novas, será substituído por uma nova configuração. O fenômeno é consequência de diversos fatores como o desenvolvimento do País, melhores condições de saneamento básico, decisão das mulheres de postergar a maternidade, ou até de não ter filhos.

No entanto, o aumento da expectativa de vida, elevada para 74 anos, em média, aconteceu sem a existência de condições favoráveis para essa fase da trajetória humana. Experiente no trabalho com idosos, Alexandre Kalache, presidente do Centro de Longevidade Internacional, compara esse fenômeno ao que acontece no Japão, o país­ mais envelhecido do mundo. “Seremos um Japão daqui a três décadas”, projeta o profissional, que foi diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1995 a 2008. Veja mais na entrevista abaixo:

MEIO & MENSAGEM››Qual é o principal problema do envelhecimento no Brasil em relação a outros países?

ALEXANDRE KALACHE›› O Brasil desperdiça mão de obra qualificada por políticas públicas inadequadas. Tem coisas que são previsíveis. É uma certeza: o País está envelhecendo e vai continuar. Não há desculpas para querer brincar de avestruz e fingir que nada está acontecendo. Mas o grande perigo é acabarmos copiando políticas da Dinamarca e do Canadá, sem termos recurso para isso porque irá beneficiar 3% e os outros ficarão de fora. Aumentando a desigualdade. Não existe modelo pronto para o Brasil, tem que fazer pesquisa, caprichar, procura soluções novas e viáveis. O País deixa a desejar também na saúde, mas tem alguns municípios que já estão desenvolvendo projetos na área. O Rio de Janeiro, por exemplo, tem 145 academias ao ar livre. Esse é um exemplo de política que dá certo num país onde o clima permite estar ao livre o ano inteiro. E dá certo. Copacabana é a cidade com maior nível de idosos. A cidade envelheceu naturalmente porque velho gosta de andar a pé, tem o calçadão na praia. O apelo visual é bonito. Mas há outras medidas que podem ser adotadas. Comecei o projeto Amigo do Idoso, em 35 cidades e agora estamos em 1500. Uma das iniciativas acontece em Nova York, onde as lojas colocaram bancos para que os idosos possam sentar. As lojas que permitem recebem um selo. No Brasil estamos em negociação. Também começamos um projeto de orientação aos porteiros dos prédios, considerados por muitos idosos como seus melhores amigos.

MEIO & MENSAGEM››Comente sua teoria da revolução da longevidade

ALEXANDRE KALACHE›› As pessoas estão se reinventando. Sou um baby boomer – geração que nasceu no final da guerra, com taxa de natalidade grande. As pessoas que nasceram nessa fase influenciam cultura universal e tiveram três coisas: nível de saúde elevado, mais nível educacional do que outras anteriores e dinheiro no bolso (que coincide com revitalização das economias do pós-guerra). Cada etapa da vida que passamos, demos reviravolta. Essa geração começou a experimentar coisas que pais e avós não sonhavam. Liberação sexual, tecnologia, a possibilidade de evitar filhos e a emancipação feminina. É a primeira geração que controla a natalidade. Agora essas mulheres estão envelhecendo de forma totalmente diferente dos homens. A cada etapa da vida que a gente foi tocando, guerra do racismo, Vietnã, movimento estudantil, foi mudando. Quando entrou na adolescência, gritou e se rebelou. Agora há outra revolução, mas com o mesmo impacto revolucionário. Por isso cunhei o termo Gerontolescência, para definir que os adultos não são mais como antes. É uma nova construção social.

MEIO & MENSAGEM››Como você vê a participação dos idosos na publicidade?

ALEXANDRE KALACHE›› A indústria de propaganda está cada vez mais voltada para o setor. Há dez anos não havia comercial nem mídia impressa direcionados para os idosos. Hoje tem, mas nós ainda somos uma sociedade muito voltada para o belo, representado pelo que é compreendido por beleza física. Cultuamos a malhação, cuidado com o corpo. Mas isso esta mudando. É uma tendência que começou na Europa, América do Norte e acabará chegando aqui. Antes você não via uma mulher como a Jane Fonda fazendo campanhas para L´oreal. Agora vemos. Ela, inclusive, tem uma frase sobre a velhice ‘eu como atriz posso dizê-lo. A velhice é semelhante a uma peça de teatro com três atos, só quando se chega nessa fase, que as coisas que aconteceram no 1º e 2º passam a fazer sentido’. Não há nada de errado em envelhecer, ruim é ter preconceito e não revisitá-los para melhorar.

A íntegra desta entrevista está publicada na edição 1628, de 22 de setembro, exclusivamente para assinantes do Meio & Mensagem, disponível nas versões impressa e para tablets iOS e Android

Fonte: Meio e Mensagem